domingo, 2 de fevereiro de 2014

POR QUANTOS GIRASSÓIS?


Uma luz artificial num beco claro
Produz a mesma indiferença
Que nos move para um fim.

Não se iluda com um amanhã diferente.
Tente mudar o seu olhar
E ver as mesmas coisas que sempre viu.

Apesar de tudo o que se tem pra fazer.
E do pouco que esperamos conseguir,
Sinta o silêncio como nunca antes sentiu.

Sensatez é uma loucura,
Estupidez é vitrine,
Ser herói é saber a arte de manipular,
Ter dinheiro, é sempre, o melhor dos males.

Nas grutas inóspitas de um eu pouco visto,
Ou na simplicidade deturpada em rostos comuns,
Se perdem mentes em convicções abstratas.

Corações que se nutrem de maldades universais.
Consciência livre é uma tendência suicida.
Ou como dores de parto constantes sem qualquer anestesia.

No entanto, a idéia de se estar livre,
Permite a afirmação plena de conhecimentos limitados.
No fim, alimentamos a mesma essência que nos aprisiona.

Numa imensidão de diversidades
Quem pode carregar em si verdades absolutas?

Humanos.
Profanos.
Antagônicos.
Simetricamente assimétricos.

Então, eis o belo!
A perfeição do que sequer entendemos,
Da complexidade simples na mente que tudo originou.

Por fim, no fim, um início que ninguém sonhou,
Uma essência tão pura quanto desconhecida
Em meio a segredos que se descortinam.

Um dia, em algum lugar... Face a face nos reconheceremos.

RM 22/12/2013

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