quinta-feira, 12 de setembro de 2013

ESTADO NORMAL


Aqui, onde a noite se estabelece
E onde o silêncio não existe.
Os olhos tristes caminham pelo horizonte
E pelas manhãs de dias que não existiram.

Ali, onde o futuro se criaria diferente
E onde todos os conflitos se resolveriam.
O coração soluça, a alma engasga
E o ar que escorre envenena o corpo.

Nas canções que ainda fazem lembrar
Ou nas memórias que recontam as mesmas histórias.
Se o não hoje se tornasse hoje
A não existência do hoje seria uma outra dor sem cura.

Por aqui, onde o raciocínio não conclui
Ou onde o entendimento não entende
O errado permanece errado
E é difícil para a alma prosseguir.

A mais fina flor para o que ainda não entendo
A mais linda canção para o que ainda não vivi.
O grito da minha esperança persegue meus sonhos
E em todos os lugares meu ser perturba-me.

Chamem o médico ou me tragam remédios
Ainda não aprendi a conviver com tudo o que me cerca.
Ainda não aprendi a compreender as respostas que me faltam
Ainda não aprendi a ser mais vulnerável do que acreditava ser.

E os arranhões desta vida, ainda me fazem sobreviver.


BH 03/02/2008

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