quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Filme sobre Lemmy Kilmister, polêmico líder da banda Motörhead, é lançado em DVD no Brasil

“Jesus Cristo moderno” ou “um deus”. Assim é descrito pelos fãs Lemmy Kilmister, vocalista da banda inglesa Motörhead, logo no início do documentário Lemmy, que joga luz sobre um dos mais cultuados roqueiros da história. O filme dos diretores Greg Olliver e Wes Orshoski mostra um Lemmy totalmente contrário a tudo o que se conhece dos considerados ícones do rock. O documentário foi lançado nos cinemas norte-americanos em março de 2010 e a versão editada em DVD chega agora ao Brasil pela Coqueiro Verde.

“O segredo é não morrer”, brinca o vocalista para explicar como se mantém na ativa já a caminho dos 66 anos. E não faltam histórias: Lemmy foi roadie da banda de Jimi Hendrix, teve filho com uma groupie que perdeu a virgindade com John Lennon, assistiu aos Beatles no Cavern Club, principal palco dos Fab Four em Liverpool, e, mesmo com anos de carreira, milhões de discos vendidos e todo o glamour que o sucesso lhe proporcionou, mantém uma vida distante do modelo das grandes estrelas do show business.


Mora no apartamento que alugou em 1991 – barato e perto de seu bar favorito, o Rainbow. Quando não está em turnê, passa horas sentado sozinho, no canto do balcão, tomando seu Jack Daniels com Coca-Cola e apostando em caça-níqueis. O apê parece um museu, com artefatos de estética nazista pendurados por todos os cantos.

O visual de Lemmy inclui, invariavelmente, uma farda. “Dizem que sou nazista, mas tive seis namoradas negras. Que nazista sou eu, então? Não tenho culpa se os uniformes nazistas são mais bonitos. Se os israelenses tivessem uniformes tão bacanas, não teria problema nenhum em colecioná-los também”, provoca. O documentário mostra o Lemmy fechadão, tímido, mas muito irreverente, bem-humorado e sempre prestativo. Em certo momento, a “rocha” se mostra sentimental, até mesmo para os mais próximos.

Questionado sobre seu bem mais precioso, manda, na lata: “Meu filho, é o único que tenho.” Os fãs ainda poderão conhecer um pouco do trabalho de bastidores de parte da equipe que trabalha com o Motörhead, inclusive na afinação dos lendários baixos Rickenbacker usados por Lemmy, e de sua forma agressiva de tocar, bem diferente da maioria dos baixistas tradicionais.

“Dane-se o Keith Richards (guitarrista dos Rolling Stones) e outros roqueiros dos anos 60 que ficam viajando com seus jatos particulares e supermodelos para hotéis de luxo em Paris. Enquanto isso, Lemmy deve estar em algum lugar bebendo e fazendo rock’n’roll”, sintetiza Dave Grohl, ex-baterista do Nirvana e atual vocalista do Foo Fighters. Grohl é uma das várias personalidades que aparecem no documentário.

Em síntese, os três anos que Olliver e Orshoski passaram atrás da “lenda viva” para realizar o documentário revelam um sujeito pacato, que anda pelas ruas de Los Angeles sem muita preocupação, compra discos em lojas, como qualquer pessoa, fuma Marlboro e é fã de Little Richards, Jerry Lee Lewis e dos Beatles.

O filme faz ainda um passeio por imagens raras pelas ex-bandas de Lemmy (como The Rockin’Vickers), recupera cenas de shows do grupo de space rock Hawkind, com ex-integrantes falando sobre Lemmy e sua expulsão do grupo, além de apresentar o projeto de rockabilly The hat cat, que conta com o baterista do Stray Cats, Slim Jim Phantom. Até a escola onde o músico estudou (foi expulso de lá) mereceu a visita pelos diretores.

“Nós somos o Motörhead e tocamos rock’n’roll.” É assim que Lemmy se apresenta e define sua vida. Indagado sobre o que gostaria de dizer, mais uma vez surpreende: “Vou me sentar atrás do palco e esperar que seja a minha vez.”

Lemmy
Documentário dirigido por Greg Olliver e Wes Orshoski. DVD Coqueiro Verde Records.
Enquanto isso...
...Rock in Rio em setembro

Em 25 de setembro, a banda Motörhead vai se apresentar no Rock in Rio. O Dia Metal também reunirá Coheed and Cambria, Metallica e Spkiknot, entre outras. Criada em 1975, na Inglaterra, por Lemmy Kilmister, Motörhead lançou seu primeiro disco em 1977. Dois anos depois veio o hit Louie Louie. ComBomber (1979) e Ace of spades (1980), o grupo conquistou as multidões. Em 1992, estourou March or die, que contou com o guitarrista Slash em diversas canções e uma parceria com Ozzy Osbourne,Hellraiser.




[FONTE: Divirta-se do Portal UAI]

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