terça-feira, 16 de agosto de 2011

DARKNESS


Cigarros amassados no cinzeiro,
Meia garrafa de Chivas, entre outras caídas no tapete.
Seu olhar perdido.
Tanto faz se são três da manhã ou da tarde.

Uma lua tímida surge pela janela.
Como segredos que não querem ser descobertos.
Talvez o vento queira mudar a direção
Como o tempo queira justificar sua própria razão.

Escolhas são contradições,
Caos para um equilíbrio,
Onde a história real é a carta eliminada
De um paraíso já há muito existente.

Não se alteram verdades eternas.
Nunca veremos uma máquina do tempo.
Então todos aqueles momentos passados e futuros,
Apenas serão os melhores e os únicos.

Compreensão é o ápice da loucura,
O limiar de uma estabilidade
Onde se acredita que tudo é o que é
E que nada é como a gente gostaria que fosse.

Prostitutas fantasmagóricas se insinuam pra ele.
Afrodisíacos da mesma dor.
E não há como saber se insaciável ou insaciado,
Viciante ou viciado.

Darkness.
Riva Moutinho, BH 10/08/2011

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