sexta-feira, 1 de julho de 2011

ÚNICA NOITE

A lua beija as montanhas
E uma saudade invade cada poro.
Talvez seja desejo, talvez insanidade
É melhor, nem tentar explicar.

De olhos fechados desenho o seu corpo
Com as cores que ainda não se apagaram.
Vejo seu sorriso e sinto o seu cheiro.
Parece que está dentro de mim.

Rasgo sua roupa, acaricio seus cabelos,
Sussurro no seu ouvido.
Aliso sua pele, congelo este momento.
Por que você está aqui por tanto tempo?

Não sei explicar. Não consigo entender.
Posso sentir suas mãos em mim
E tantas palavras que nunca dissemos.
E tanta paz que nunca tivemos.

A lua irradia seu corpo nu.
Miragem... Talvez mistério.
As estrelas banham nosso suor
E por uma única noite lhe tenho na paz que sonhei.

Se pelos sonhos vivemos, por eles também padecemos
Se pelo amor sonhamos, por ele também nos enganamos
Como entender os passos se ainda não aprendi a andar?
Como te sentir tão presente se ainda estás tão longe?

Mas por uma única noite lhe tenho na paz que sonhei.

Riva Moutinho, BH 18/01/2010

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