quinta-feira, 21 de julho de 2011

CORSÁRIOS DO MUNDO

Fatos distorcidos em bordões antigos.
Ela gostaria de um dia inteiro pra tentar assimilar,
Pois a vida é tão cheia de não me toques,
Que é difícil saber qual o melhor ajuste.

Gente que espera, mas não diz o que.
Felicidade que se busca apenas com a emoção.
Gente que chora, mas não consegue entender
Que é preciso fazer o outro feliz, pra ser, de fato, feliz consigo.

Mentiras que se repetem como verdades.
A imagem é um néctar afrodisíaco.
E ela se viciou sem notar,
Que essa morte é lenta e em vida.

Chamaram a esperteza de honra
E cada um que se cuide pra não perder a sua.
Atalhos são sempre tentadores
Mas cortam profundos.

Deus está em promoção na prateleira.
Há pra todas as classes em pagamentos facilitados.
Você só não pode perceber que a verdade são boatos
De alucinados “filhos do diabo”.

Músicas antigas rejuvenesce minha alma,
Fogueiras que se acendem sem festa alguma.
Liberdade é algo tão sério e profundo...
Por que a trocam por tão pouco?

Tambores rufam na floresta
Ouve-se a simplicidade da vida
E ela, inerte, sente o soro percorrer seu corpo.
Oxigênio puro nunca antes inalado.

O mar não se enche.
As flores sempre desabrocham.
Os pássaros se vestem com a beleza.
E o mundo sempre se encaminhará para o caos.

Verdades absolutas!

No espelho ela se vê, nua de si...
Cacos que não se juntam,
Cicatrizes que lembram,
Decisões que se escolhem.

A primeira vez!

Ela está viva!
E talvez agora entenda, o que, de fato, isso significa.

Riva Moutinho, BH 14/07/2011

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