domingo, 24 de abril de 2011

CHUVA ÁCIDA

Em meio a madrugada cacos de um espelho espalhados pelo chão.
Mãos trêmulas em meio a neblina fria.
A brisa fina que corta a janela ainda aberta
Se mostra insensata ao som da sala.

Talvez apenas mais uma dose
Pra manter o mundo no lugar.
As pessoas como são
E a mentira do seu eu.

Nem sempre temos a força que gostaríamos
E o mundo parece grande demais.
Poucos correndo atrás do pouco que importa
Muitos se embriagando pelo mesmo poder.

A Lua dissipa as trevas
Entre magias que não se cria e verdades que não se conta.
É tudo uma junção que não se explica
Filosofias que ninguém entende.

Então, entenda apenas que o que há
É tão somente um resumo tosco do que compreendemos,
Do que aceitamos enxergar,
E do que aceitamos sentir.

Lençóis espalhados pelo chão
Sensação estranha de que tudo é tão pequeno.
A vida pode ser extensa ou curta,
Depende apenas da lógica que se usa pra viver.

Álcool, remédios, cigarros e drogas.
Todos usam algo pra se defender da chuva ácida.

Riva Moutinho 16/04/2011

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