sábado, 21 de agosto de 2010

TEMPOS MODERNOS

Pedaços de pedras atravessam as vidraças
E a TV informa que uma nova guerra se inicia.
Rumores de desordem e caos
Bandeiras hasteadas em nome de alguma coisa que se acredita.

Não importa em qual lado se está
Por todos os lados só existirão derrotados.
Por debaixo das mesas os coitados
E uma legião que aguarda apenas o resultado final

De certa forma não vivemos em paz
Ainda que uma suposta paz seja noticiada
De certa forma não vivemos livres
Ainda que uma suposta liberdade seja anunciada

Arrancaram a cabeça da razão
Assassinaram o bom senso
A sensibilidade pulou do último andar onde havia refúgio
E o amor foi dado como desaparecido.

Não há ordem para o progresso.
Fantasiam o caos é o propagam
Em cirurgias plásticas, botox e dentes pré-moldados
E o país o qual vivemos é o melhor do mundo... Mas cadê? Cadê?

Cães raivosos latem por todas as ruas
E aparecem gratuitamente na TV
Convencendo a muitos que não mais caçam gatos
E que os ratos são tão íntimos que se tornaram nobres.

Regredimos em um processo evolutivo contínuo
Evoluímos nas possibilidades de nos enganarmos
Progredimos em satisfazer nossos próprios egos
Homo Sapiens... Sapiens?!

Perseguiram a honestidade como se fosse a própria Joana D’arc
E propagaram a corrupção como um Allien
Crescendo alimentado daquilo que já existe dentro de cada um de nós.
Uma imoralidade da moral que se moraliza pelo desejo dos que a definem.

Liberdade são escolhas e escolhas provem da consciência.
Guerras são tolices daqueles que não desenvolveram em si o diálogo.
E enquanto não caminharmos com nossas próprias mentes
Seremos Neandertais com um laptop nas mãos.

Riva Moutinho 21/08/2010

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