quarta-feira, 9 de junho de 2010

POR MENOS QUE SEJA EU


Palavras são reflexos do que penso
Pensamentos são reflexos do que sinto
E o que sinto às vezes é complicado demais pra escrever
E egoísta demais para compartilhar.

A vida é uma luz que em algum momento se apaga
E ninguém sabe ao certo se tudo o que se viveu valeu de fato a pena.
Mesmo assim continuamos tentando sobreviver
Em meio a vontade de estarmos onde nunca estivemos.

Uma estátua de bronze molha lá fora
E a ferrugem vai deixando marcas.
São coisas que a gente não explica
Bebidas que a gente não bebe.

Palavras demonstram o oculto do que sou
E o oculto que sou é tão introspectivo quanto eu mesmo.
Sensibilidade tola num mundo pouco expressivo
Loucura!
Idéias tolas para um mundo surdo.

Não entendo tudo o que penso
E nem procuro respostas para todas as perguntas.
Sou apenas o que sou sem nenhuma satisfação a dar.
Porque o que me sobra é o que escrevo.

Talvez eu componha uma música
Talvez eu entenda que seguir é fechar os olhos
E aceitar que, por mais que se nade contra a correnteza.
Em algum momento ela te leva para algum lugar.


Riva Moutinho entre os dias que se seguem

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