terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

TEMPO


O tempo muda sem avisar
E altera as coisas de lugar
Desfaz o que um dia fez
E faz coisas que a gente não consegue entender.

Não posso mais viver sem agüentar
O que um dia me aqueceu.
Antes era um castelo, mas agora são cinzas pelo chão.
É complicado alimentar um coração.

Olhos abertos nas esquinas
Quando tento entender, só consigo pular no precipício
E mais uma noite inteira pra queimar
Esperando o tempo passar.

E quando tudo parecia bem
Vem o tempo com suas artimanhas.
E agora tenho que tentar sobreviver
Sem poder te tocar ou te sentir.

Escondo entre meus discos
Aguardando os remédios chegarem.
Qualquer abrigo é alívio
Até algum dia eu conseguir entender.

Pássaros cintilantes brilham pelo céu
Eu não a tive por todo o tempo que desejei.
E hoje consigo apenas entender
Que quando o tempo não é o antídoto,
Ele se torna o pior veneno.

Riva Moutinho 23/01/2010

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