segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

PAPELÃO NA CHUVA


Já te falei de algumas coisas que não sei
Ou de tantas outras que não entendo.
Já pensei sobre o pouco que somos
E das mentiras que transformamos em verdades.
Mas nem tudo é tão tudo assim.
E sou apenas um rabisco na vida.

Entendemos o pouco que queremos
Propagamos o ínfimo do que entendemos
E alguns ainda esperam encontrar ouro no final do arco-íris.

Sou a metáfora de um hiato
E você espera respostas que ainda não encontrei.
Nem toda dor explica a solidão
Mas a lágrima que rolou era sincera.
Talvez te encontro no próximo labirinto
E cante alguma canção que ainda não ensaiei.

A vida é tão estranha!
Lembro de antes como se fosse hoje
Como se pudesse tornar ao corpo toda a essência novamente.
Mas não dá. Não é real.
E não sei se consigo aprender a viver assim.
A loucura é o início da sobrevivência.

Papel picado em tempestades de verão.
Se eu errar ninguém entenderá
Se eu acertar não fará diferença
E acreditam que o certo é o que há.
Mas ainda não viram a próxima tempestade
E o copo cheio já não está tão cheio assim.

Riva Moutinho 20/12/2009

2 comentários:

  1. Parabens pelo texto muito intereçante uma expressão simples e profundo .

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  2. Parabens pelo texto muito intereçante uma expressão simples e profundo .

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