sexta-feira, 20 de novembro de 2009

QUALQUER DIA


Entre arbustos e solidão, lembro dos seus olhos
Tantas palavras vazias
E alguns sonhos que se perderam.
Nem toda mentira mostra o que você quer ver.

Perdi meu rumo.
Encontrei meu esconderijo
Se tudo fosse cantar as músicas que gosto de ouvir...
Se toda dor, fosse apenas uma dor...

Afrodite se embriaga no quarto ao lado,
Perséfone levou Adônis e não há o que fazer.
Me diz se é só saudade ou se é decepção.
Tanto que se foi sem mostrar a direção.

E agora só lembranças
E agora tanto faz.
Cada um escolhe o que julga agüentar.
Toda cabeça se sentencia quando menos se espera.

O amor não me interessa
E nem os jogos que ele cria.
Pode ser que esteja errado,
Mas ainda sou eu.

A porta está aberta se quiser entrar
Mas quando escurecer lembre-se de deixar a chave sobre a escrivaninha.
Sai pra respirar
Qualquer dia, quem sabe, a gente se vê.

Qualquer dia a gente percebe o que aconteceu.

Riva Moutinho 04/11/2009

1 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...