sábado, 23 de maio de 2009

Roupa Nova lança novo CD gravado nos estúdios dos Beatles, em Londres, com canções inéditas


[FONTE: Revista Época]

Whisky a-go-go, Coração Pirata, A Viagem, Dona, Simplesmente, Canção de Verão, Anjo. Essas são apenas algumas das dezenas de canções que o grupo Roupa Nova emplacou em trilha de novelas em quase trinta anos de carreira.

Agora, depois de voltar com tudo no início da década e revisitar, mais uma vez, os antigos sucessos, o grupo lança um trabalho gravado em Londres, nos famosos e Abbey Road e AIR Studios, onde os Beatles registraram parte de seus grandes sucessos.

O álbum, o primeiro de inéditas em oito anos, e lançado pelo recém-criado selo Roupa Nova Music traz dez músicas novas, quatro regravações e uma versão à capela para She's Leaving Home, da dupla John Lennon e Paul McCartney, única gravada no estúdio AIR Studios. Formado por Serginho, Kiko, Nando, Ricardo Feghali, Cleberson Horsth e Paulinho, o Roupa Nova faz shows de lançamento do CD e DVD "Roupa Nova em Londres" no Citibank Hall, Rio de Janeiro, neste fim de semana. Em junho, o show chega a São Paulo.

Em entrevista a ÉPOCA, Sergio Herval, vocalista e baterista da banda - que é formada também por Kiko, Nando, Ricardo Feghali, Cleberson Horsth e Paulinho- , conta os bastidores da gravação em Londres e os planos do selo próprio do grupo de lançar o disco do trio Sá, Rodrix e Guarabira, mesmo com a morte de Zé Rodrix, nesta sexta-feira (22).

ÉPOCA - O novo CD do grupo foi gravado em Londres, nos estúdios Abbey Road e AIR Studios. Por que vocês decidiram gravar nos lendários estúdios dos Beatles?
Sergio Herval - O sonho de gravar no Abbey Road e no AIR Studios já nos perseguia há muitos anos. O que nós fizemos agora foi, simplesmente, colocar em prática a realização desse sonho. O tamanho das salas de ambos os estúdios nos impressionou muito.

ÉPOCA - Existe mesmo algo diferente no "clima" desses estúdios? O que sentiram quando estiveram lá?
Herval - De uma maneira geral, os equipamentos usados foram os mesmos que usamos no Brasil, exceto a qualidade dos microfones e o fato de serem raros, não mais disponíveis no mercado. Isso, com certeza, foi um grande diferencial na gravação. Fora isso tudo, o fato de estarmos pisando, trabalhando e criando um projeto nosso dentro do mesmo ambiente onde os nossos ídolos criaram os seus maiores hits é uma oportunidade única. Essas lembranças ficarão dentro dos nossos corações "beatlemaníacos" para sempre.

ÉPOCA - Vocês já emplacaram dezenas de canções em trilha sonoras de novelas. Sentem falta desse tipo de exposição da música do grupo?
Herval - Dizer que ter uma canção em trilha de novela não faz bem ao ego seria, no mínimo, uma hipocrisia da nossa parte. Mas, depois de 29 anos de carreira, dizer que precisamos de uma música na novela para manter a nossa carreira de pé seria uma mentira. Já conseguimos manter a nossa história sem termos canções em novelas. Uma carreira não se baseia apenas nesse detalhe. Existe uma série de fatores para que uma canção faça sucesso. Não basta fazer parte de uma trilha sonora.

ÉPOCA - Como serão os shows do novo projeto? Os grandes sucessos do grupo são obrigatórios no repertório?
Herval - Com certeza os grandes hits não podem faltar, mas o foco do nosso repertório nesse show de lançamento são as novas canções. Apresentaremos de oito a nove canções do novo projeto.

ÉPOCA - Vocês lançaram um selo próprio. Pretendem lançar e produzir discos de outros artistas também?
Herval -Estamos em negociações para lançar o novo CD do trio "Sá, Rodrix & Guarabyra", apesar do falecimento do nosso amigo e compositor Zé Rodrix. Acabamos de lançar um projeto instrumental do saxofonista que nos acompanha, Daniel Musy, no qual em que ele interpreta grandes sucessos da nossa carreira.

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