quarta-feira, 18 de março de 2009

FALANDO EM LETRAS


Vou acordar pela manhã e ver o sol chegando.
Poderia fechar os olhos e sentir a brisa penetrando em mim.
Percebo quanto tempo se foi e quanto de mim foi achado
Percebo o meu mau e o mundo que continua assim.

Tudo são melodias... distorcidas ou não
Todos somos um vento que passa pela existência.
Poderia cantar ou apenas me silenciar
Mas em algum momento a letra e o papel me cativaram.

Não há lógica em ser o que somos
E nem troféu justificaria qualquer coisa que fizéssemos
Lembre-se que todos somos iguais e o que importa é o amor
E que é impossível amar e não ter ações.

Ninguém aceita verdades
Ainda que se iluda acreditando que creu
Todos estamos sujeitos a sermos o que a conveniência propôs a ensinar
Raros são os que se transformam pelo pensar.

Vou acordar pela manhã e sentir o doce perfume das flores do jardim
Mas não estranhe se eu quiser apenas dormir
Não estranhe se eu virar para o lado e me cobrir
Eu sou assim e etcetera e tal.

Estou ouvindo Bob Dylan
Enquanto as letras preenchem a folha digital branca
Lembro que antes era papel e lápis
Acho que estou virando história... história anônima.

Os valores por aqui não são o que poderiam ser
Talvez eu continue querendo mais do que possa existir
Eu sou assim... e estou tentando me curar.
Eu sou assim... mas sei onde será o meu descanso.

Vou acordar pela manhã e sei que alguém, ainda pequenino, virá me abraçar.


Riva Moutinho 13/03/2009

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