quarta-feira, 8 de outubro de 2008

E POR FALAR EM MIM...


Sou a loucura de um mundo que acredita estar são
De pessoas que vem e vão sem saber onde estão.
De conceitos moralistas que produzem apenas imagens
De pessoas que não querem saber quem realmente são.

Sou o doente de um povo que valoriza o descaso
Que condena a simplicidade e toda ruptura do tradicionalismo
Onde tudo parece impedir de ser o que efetivamente é
Mas de se aceitar o que absolutamente nunca foi ou é.

Sou o cansaço de pessoas que não decidiram o que pensam
E em meio a vontades oportunistas
Vendem suas próprias consciências para a rejeição das verdades
E chamam de Deus o que se entende por diabo.

Sou uma imperfeição assumida
Às vezes desesperado para sumir.
Buscando mais um fôlego para mais uma braçada
Em meio a um oceano de ondas contrárias.

Sou o princípio de um sonho
Ou o final de um pesadelo
A felicidade de um encontro
Ou a tristeza de uma partida.

Me equilibro entre o que entendo e o que gostaria de entender
Encima do ponteiro que marca as horas que se passaram.
Um pouco de tudo em meio ao nada
Um pouco de nada esfarelado no universo de tudo.

Um grito ecoado, um beijo não dado
Uma canção ouvida, um sussurro na mente.
Passado, presente, futuro.
Agora, talvez ou nunca mais.

BH 01/10/2008

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