quarta-feira, 24 de setembro de 2008

SOB EFEITO


Não quero saber qual o conselho
Não tenho permissões a pedir
Não venha me mostrar a realidade
Pois a trago, verdadeira, aqui comigo.

Política é corrupção
Religião é hipocrisia
Coração é marketing
E não banalize meus sentimentos

O ar que às vezes falta
O lugar recluso que não encontro
A vontade de não estar em mim
As dores de um mundo em decomposição.

Aparência é perfeição
Malandragem é esperteza
Levar vantagem é lucro
É o caos de um país em putrefação

Tenho minhas próprias idéias.
Podem continuar me chamando de rebelde.
Tenho os meus próprios caminhos...
E altero-os de acordo com a minha fé.

Sou meu próprio líder e às vezes caminho em círculo
Sou meu próprio líder e às vezes preciso de tempo para me encontrar
Sou menos forte do que pensam
E mais vulnerável do que gostaria que fosse.

A mente não entende tanta coisa que o corpo processa.
O corpo não entende tanta coisa que o coração sente.
A alma absorve
O tempo guarda
Em algum momento o vulcão entra em ebulição.

As drogas iludem
As bebidas alegram
Misture com as pessoas más
E cumprimente o demônio da decepção.

Amigos vêm e vão.
O capitalismo é selvagem
E a babaquice de certas pessoas,
O fará pagar por crimes que não cometeu.

“Santo de casa não faz milagre”
Por que só a grama do vizinho é que a mais verdinha?
“Deixe as coisas como estão”
Por que as pessoas têm medo de serem elas mesmas?

Me expressei em Química
Tive esperança e morri em meus contos
Escrevi nas entrelinhas
Tudo se conecta... E ninguém percebe.

A maioria que sabe a história, ainda segue o pastor safado
E o errado sou eu por dizer a verdade.
Liberem o sanatório.
Os piores loucos andam soltos por aí.

E no meio disso tudo, sou eu que preciso de tratamento
Sou eu que preciso de antidepressivos e calmantes
Às vezes a lógica é tão insana quanto a verdade que se apresenta.
E assim, o Livro dos Dias, em algum momento, se fechará.

BH 23/01/2008

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