segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

QUÍMICA PRA EXPRESSAR


Apaguem as luzes ao sair por último
Neste caminho que seguem as circunstâncias vitais
Infelizmente, todos os dias, este ácido fórmico
Tem estado na minha carne.

Quero aprender a me proteger
Mas meus músculos se preenchem com ácido láctico.
Tento a cada dia caminhar na direção certa
Mas nem sempre tenho mapa ou bússola.

Já limpei minhas feridas com orto hidróxi benzóico
E não há pus... não está viva
E algumas marcas ficaram
Para lembrarem da intensidade da dor

O acidulante sempre foi notado
Ingerido, às vezes, em doses exageradas
Mas cada caso é um caso
Onde todos formaram lições.

Sempre é um passo após o outro
E um dia subseqüente do outro
E se há sonhos que se sonham a dois,
O que fazer se um acordar primeiro que o outro?

Preciso de aditivos.
Por favor, um volume considerável.
Injete epinefrina.
Estou precisando terminar a semana e o resto da minha vida.

Cadeia para os agentes irritantes
Enquanto preciso de mais um copo de água mineral bicarbonatada.
Ainda tenho que engolir certas substâncias inorgânicas.
É uma pena não submergirem em lugares escusos.

Saco de podridão contaminador
Egoísmos egocêntricos, inconformismos, indiferenças, rejeições, traumas
Puxe de dentro a langanha triste que inunda seu interior.
Atire para bem longe; para onde, nunca mais, possa ser alcançada.

Estou buscando viver,
Mas não se preocupe... Ainda respiro aerobicamente.

Riva Moutinho 03/11/2004

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