terça-feira, 30 de outubro de 2007

NORMALIDADE COTIDIANA


Ainda não sei onde foram parar as rosas
E aquele sorriso ainda por vir,
Ficou encurralado em algum momento típico desta vida...
Em algum atraso de algum sonho.

Dias vem e vão... nada de novo... o mundo piora
Essas manhãs claras despistam a sujeira em cada um de nós
Sempre teremos lágrimas por rolar,
Sempre buscaremos força na próxima pancada que levarmos.

É ruim crescer!
Não se vê nada de bom com isso,
E ainda não podemos voltar.
Obrigatoriamente temos que aprender

Vantagem é permanecer em pé,
Vantagem é ouvir algum, obrigado;
Milagre é perceber algum sorriso.
Sensibilidade... Também nos falta!

Se a vida segue pra sempre vivermos porcarias,
Diga-me, o que estamos fazendo aqui?
Se não é possível alimentar quem tem fome
Ou amar sem se machucar!

E cada qual no seu egoísmo egocêntrico
E cada qual na sua busca sem doação
E cada qual apenas querendo, querendo...
Não há brilho neste mundo!

Vejo uma casinha numa colina,
Um riacho a correr, uma rede a balançar.
É uma vida que se vive, com uma dor sempre a ter.
Será que tenho alguma recompensa?

Amores incertos, encontros tortos.
Insanidade! Loucura! Maluquice!
São histórias pra contar
Numa vida, já um tanto quanto chata.

O que resta é esperança...
O que sobra é tentar ir contra a correnteza:
Semear amor, mesmo que colha ingratidão.

30/10/2003

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