domingo, 3 de junho de 2007

DESPLUGADO


É um vento frio que bate de um lado qualquer do corpo
É um pensamento que vaga num lugar qualquer da mente
É uma tristeza que se sente em algum lugar da alma
E pra qualquer lugar, caminha um olhar.

Farei minha parte neste mundo cão:
Andar na contra mão do naturalismo insensato.
Contra a correnteza da felicidade egocêntrica
Semearei o verde, enquanto destroem a Floresta.

Pra um conflito público cotidiano...
Pra uma força extra rotineira...
Me diz, me diz:
Onde me esconderei quando a força se esgotar?

Se uma lágrima cair no chão, o que ela produz?
Se os meus gritos nunca forem ouvidos
E o meu gemido não receber uma cura,
Me diz, me diz:
Onde me refugiarei quando quiser desabafar?

Se não posso acrescentar um côvado a minha estatura,
Se não posso alcançar tudo o que desejo
Me diz, me diz:
Se um dia eu desanimar, onde estará meu abrigo?

Num silêncio depressivo
Em meio a um turbilhão de ataques objetivos.
Como posso recarregar a energia
Se pareço desconectado da central?

Parece sem nexo isso tudo
E talvez seja,
Mas ainda não consegui ver
A central de energia.

Mas relaxe.
Tudo passa.
E isso também.

BH 03/06/2004

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