sábado, 19 de julho de 2008

A ESSÊNCIA DO QUE HÁ


UM COMENTÁRIO SOBRE OS COMENTÁRIOS DO TEXTO “O LEÃO, A PASTORA E O FUTEBOL”

Uma das coisas que nunca compreendi com relação à massa (de pessoas) foi o senso de observação independente. O que normalmente vemos nas massas é que apesar de serem diversas mentes, pensamentos, sentidos, ações e etc, a essência permanece sendo a mesma: manipulação.

Desta forma grandes estrategistas marqueteiros criam maneiras de atrair o maior número possível de pessoas através de ações que iludem, mas convencem a maior parte da população de qualquer setor. Se analisarmos a política veremos como as manobras patéticas são profundamente eficientes para conseguir popularidade, votos, convencimento e por conseqüência inércia da massa. Assim uma população inteira ou sua maioria assume uma consciência sobre a corrupção existente (por exemplo), mas assume por conseqüência que o que é, é assim mesmo e nada mudará. Desta forma passamos a viver, ou a conviver, ou a sobreviver num país cada vez mais decadente acreditando hipocritamente que este país é o “país do futuro.”

Tenho recebido um número considerável de email´s e comentários por causa do meu texto “O Leão, a Pastora e o Futebol”. A grande maioria defende a tal pastora, ignora o bom senso, a lucidez, a sensatez e lança para o espiritual e até mesmo para Deus o que suas mentes, já alienadas por alguma religião, os direciona.

Como podem pessoas que falam tanto de Deus ou de coisas espirituais não conhecerem a Bíblia (que é o livro central), pois o que arrotam são apenas frases feitas que as religiões criaram ao longo dos tempos. E não digo isto da boca pra fora, pois convivi (entre trancos e barrancos) por quase vinte anos na religião evangélica. A verdade do Evangelho não está lá e nem em nenhuma outra religião. A religião serviu apenas para dividir os homens em grupos com cada grupo tendo a certeza que alcançariam a salvação eterna mediante a aceitação e cumprimento de suas regras e conceitos. Tornaram os homens credos de que seus esforços próprios gerariam a recompensa eterna do Criador. Balela religiosa, pois no final das contas a religião sempre manipula as pessoas para escolherem Barrabás. Ainda que Cristo surgisse entre nós, nenhum religioso conseguiria percebê-lo. Foi assim antes e permanece sendo assim hoje.

Com a perda do bom senso e do raciocínio associado à falta de conhecimento naquilo a qual decidiram (ainda que hipoteticamente ou tecnicamente) seguir, um número assustador de pessoas segue o que suas religiões ordenam, sempre concluindo ao final que possuem a maneira de salvarem o pobre pecador.

É claro que todas estas artimanhas acabam sendo doadas ou vendidas com maquiagens de ótimos marqueteiros, que estudam o perfil psicológico, sociológico, teológico e etc das pessoas que pretendem agrupar. Assim as pessoas são levadas como folhas pelo vento da malignidade, pois a artimanha do diabo não é se mostrar diabo, mas ser Jesus. Logo crêem em Jesus, mas seguem os caminhos do mal. E sendo direcionados pelo mal não conseguem enxergar a realidade que se apresenta: o bom senso que clama ou a verdade que poderia os libertar. Foi assim com um dos ladrões na crucificação de Cristo.

E as coisas ditas como de Deus, torna-se naquilo que faz bem ao emocional o qual estabelece apenas um prazer momentâneo baseado em doses que precisam ser ingeridas de tempo em tempo a fim de manter o mesmo estado de felicidade ou paz “espiritual”. E haja corrente, moveres, encontros, conferências, pregações e tantas outras idéias que surgem com o tempo.

A verdade permanece ao alcance de todos, basta saber quem tem o desejo de adquirir tal conhecimento ainda que este conhecimento possa trazer a uma verdade a qual o cegue por algum tempo, assim como Paulo, mas que o faça enxergar não com os olhos naturais, mas com a consciência viva e livre estabelecida sobre uma verdade eterna e imutável.

O fardo é leve. A verdade já está estabelecida e a orientação é simples: “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente.” (Romanos 12:1)

BH 19/07/2008

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