segunda-feira, 4 de junho de 2007

SAPOS NA RELIGIÃO



"Ponha um sapo na água fervente e ele saltará imediatamente para fora, mas ponha-o na água fria e aqueça a panela lentamente em fogo brando, e conseguirá iludir e cozinhar o sapo!"

O sapo religioso não é uma espécie diferente das demais. A única diferença está no tipo da panela e do tempero utilizado. Mas como na outra história, observemos o Brasil com todas as suas religiões, com sua cultura religiosa e reflita se muitos não se tornaram insensíveis quanto à temperatura da água.

Na água fervente estão os que dizem seguir a Bíblia, mas não têm interesse em lê-la e estudá-la. Denominam-se cristãos, mas seguem as ideologias de homens que caminham distantes dos propósitos daquele que originou o adjetivo: Cristo.

Quem conta a verdade é a própria história humana que está ao alcance de qualquer pessoa através de acervos bibliotecários ou, mais atual, de acervos “internéticos”. Para tais bastaria o interesse em adquirir conhecimento, mas a água desta panela também está fervendo e cozinhando a muitos, colocando-os na inércia da busca do conhecimento, transformando-os em folhas direcionadas por ventos que dependem do estado de cobiça dos Chef´s.

Na água ferventes os crentes da perpetuação de um tal Trono de Pedro, que ignoram as barbáries de sua instituição, seus vínculos com Hitler, Stalin... sua obtenção de riquezas de todas as formas incluindo a venda do perdão de Deus.

Um dos Chef´s desta cozinha se auto denomina infalível, inculpável, inquestionável, uma santidade criada a partir da decisão de homens hierarquicamente bem posicionados dentro da Estrutura. E a santidade criada cria novos santos, estes intercessores entre Deus e os homens, facilitando o “trabalho” de Cristo. Uma idéia que deve ter causado inveja ao próprio diabo.

Na água fervente as gerações de Reformadores que nada reformaram, apenas re-criaram as mesmices com novas roupagens. Lutero que o diga. Noventa e cinco pontos de divergências e que, teoricamente, mostrariam as diferenças da nova cria religiosa. Calvino aprimorou e muitos outros depois deles. Um pouco do sempre mais do mesmo.

Nesta cozinha vários Chef´s que se auto denominam Escolhidos-de-Deus-para-Guiarem-Seu-povo-na-Terra. E aqui uma, das muitas provas, da existência do mais do mesmo. Levante-se com opinião diferente do Chef. Tente sapinho sair da panela pra ver como será tratado. Será amedrontado com a Exclusão da mesma maneira que o outro Chef amedronta com a Excomunhão.

Na formação do Sapo Gospel há a crença que só os Chef´s sabem o que é melhor para seus sapinhos, que a instituição criada por eles realizam toda a obra de Cristo. Esperam ansiosos a volta de Cristo para receberem seus lugares especiais no céu. Utilizam o tempero do Evangelho transformando-o em evangelho que adoece e afastam os sapinhos dos propósitos do Criador. No entanto, a água está fervendo e os sapinhos não observam que aquilo não é uma piscina de inverno.

E no caldeirão religioso do mundo, sapos se explodem crendo que terão um harém de virgens no Paraíso, outros se isolam do mundo buscando um ápice chamado Nirvana, vários crêem em mensagens vindas do além numa busca incessante de saciarem suas maus resolvidas perdas humanas.

A questão aqui não é encontrar uma religião certa ou nomear quais as erradas, mas lembrar que apenas, e tão somente, CRISTO É O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA.

BH 04/06/2007

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